Os empregos dos mensaleiros presos na Papuda

19:34
Condenados no Supremo Tribunal Federal, os mensaleiros do PT enclausuravam-se na Papuda, em Brasília, no começo de 2014. Porém, desde o final de 2013 estranhas propostas de emprego passaram a chegar até eles. Cito duas bastante curiosas.

A primeira foi para o ex-tesoureiro do PT - o primeiro dos três tesoureiros presos -, Delúbio Soares, feita pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). A oferta de emprego foi autorizada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Delúbio cumpria pena de 6 anos e 8 meses em regime semi-aberto. Trabalharia durante o dia na CUT e voltaria pra prisão à noite. 10 horas de trabalho, no valor de R$ 4 mil e meio. Muito? O chefe dos mensaleiros diria que não.

Zé Dirceu recebeu uma proposta melhor. Devido a suas habilidades de gestor, obtidas em diversos anos à frente da quadrilha petista, Dirceu foi chamado para ser gerente de um hotel chamado Saint Peter, de Brasília. O generoso dono do hotel ofereceu 20 mil reais para o quadrilheiro gerir seu empreendimento. Mais tarde descobriu-se que o suposto dono era Panamenho e pobre. Não irei me alongar pelos minifalcatruas do PT e as ramificações das negociatas fraudulentas que assustariam o criminologista mais experiente. Pretendo terminar esse texto.

Só quero mencionar que esses dois casos são exemplos simples de como os bandidos do PT, mesmo encarcerados, eram bastante influentes. Seja no setor sindicalista ou no setor privado, havia sempre um amigo generoso para lhes oferecer algo. A suspeita benevolência não significa que existiam petistas infiltrados em todo lugar, da Vara de Execuções Penais às zonas miseráveis do Panamá. Significa apenas que, no Brasil, há criminosos simples e criminosos de grife.

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