Consequências das manifestações populares ou O plano de Dilma

19:30
Esse artigo faz parta da série "Declínio e Queda do Império da Mortadela", na qual reviso a falência do Partido dos Trabalhadores, das manifestações de 2013 ao impeachment de Dilma e prisão de Lula. O objetivo é contextualizar o conteúdo do blog durante a Era PT e demonstrar como o processo pelo qual passamos até hoje começou. Neste artigo em questão, o terceiro da série, abordo as consequências das manifestações populares e o plano de Dilma.

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Sem união, pauta e nem direção para ter uma pauta, a população reivindicava tudo: mais qualidade de vida, mais honestidade, mais educação, mais dentes na boca etc. No coração da revolta, contudo, estava o ódio à corrupção.Dilma, no papel de princesa regente, procurou acalmar a população com promessas salvadoras (para o petismo). Foi à TV e pediu calma: que dessem a ela e a aristocracia petista o poder de escrever novas leis, de mudar algo aqui e algo ali, que dias melhores chegariam.

A gerentona respondeu ao clamor popular com cinco pactos: pela responsabilidade fiscal, pela saúde, pela mobilidade urbana, pela educação e pela reforma política. Particularmente, não entendo como ela esqueceu dos pactos pelo fim do câncer, pela redenção do homem, pelo amor, pela paz…

Responsabilidade fiscal é não gastar mais do que arrecada. Portanto Dilma prometia que não gastaria o dinheiro que não tínhamos. Grande avanço! Já para a saúde, a presidente prometeu médicos de Cuba. Até hoje não se sabe o que uma coisa tem a ver com outra. O importante era agradar o poderoso aliado e grande parceiro comercial do Caribe. O pagamento, evidentemente, iria para Fidel Castro, pois só ele sabe a como utilizar o dinheiro que teoricamente pertencia aos profissionais.

A proposta pela educação e pela mobilidade urbana se resumia em mais dinheiro. Há alguns anos no Brasil, sabe-se lá por que, todos crêem que mais dinheiro significa consequentemente melhora na educação. Em 2013, o Brasil figurava entre os países que possuem os piores ensinos do mundo. Os partidários dessa crença nunca se questionaram por que gastamos tanto no setor e somos tão burros.

Por fim, a proposta pela reforma política era a mais importante para o governo, uma carta coringa ali escondida entre as outras. Por meio de plebiscitos diretos, influenciados pela forte propaganda petista, o governo encontraria um caminho direto para fazer mudanças, sem precisar da caneta de outros poderes. Em outras palavras, com uma cara de pau inigualável, os petistas afirmava que a solução era dar mais poder de decisão para Dilma e Lula. Esta reforma política fora um sucesso no governo de Hugo Chávez, e há anos era defendida pelo partido petista.

Em resumo, a resposta do PT para os protestos foi, então, essa: “Estão insatisfeitos? Entreguem mais poder”. Uma resposta à altura de sua arrogância e impertinência.

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