Rumo ao Oscar - com dinheiro público

18:13

Um baiano, professor, homossexual - ele adorava contar isso - definitivamente muito desconhecido e sem um mísero talento que o sustentasse, resolve se inscrever para um reality show brasileiro, chamado "Big Brother Brasil". O inesperado aconteceu. Ao ir para o "paredão" e quase ser eliminado trocentas vezes, o esperto resolveu usar sua "condição" de usar a portinha de trás de uma maneira diferente para se promover. E não é que deu certo.

Acusou os companheiros de estarem lhe mandando para o paredão por ele ser gay - até então ninguém sabia -, sem nem imaginar que poderia haver uma mísera possibilidade de sua personalidade irresistível não ser tão irresistível assim. O rapaz escapou de todos os paredões e acabou ficando com o prêmio final.

É inegável que ele viu nessa estratégia algo que lhe poderia trazer muitos benefícios. E quando se fala em benefícios, falamos de política. Filiou-se a um partido de extrema-esquerda, o único no momento com vagas para oportunistas da sexualidade, e candidatou-se a deputado. Seus 13 mil votos poderiam ter-lhe eleito para vereador de Alagoinhas, na Bahia, mas graças ao deputado Chico Alencar e uma lei extremamente bizarra, dessas que só existem no seu país, nosso ilustre professor foi parar em Brasília. 

Como? Nesse país é assim, se uma pessoa recebe mais votos do que ela precisa, há de se distribuir com os menos afortunados da coligação. Um país justo, pronto para o socialismo.

A partir daí a vida mudou. Em janeiro, no seu primeiro mês como político, ele já marcou muito bem quem seria seu inimigo - o "capitão" Bolsonaro -. Transformando tal deputado num inimigo, conseguiria sempre ser o herói de quem já não fosse com a cara do conhecidíssimo ex-militar. É claro que o envolvimento foi recíproco: quem odiasse a postura do esquerdista estridente, votaria no direitista estridente, e vice-versa. Bolsonaro representava não apenas a si mesmo, mas o tipo de brasileiro a ser combatido: conservador, cristão e anti-comunista. Tipo chamado carinhosamente pelo deputado gay de "fundamentalista cristão".


Sossegado com sua nova vida, o jeito era aproveitar o dinheiro do contribuinte, gastando com cafés caros, hoteis caros, e restaurantes caros, como o conhecido "Pobre Jean". Praticar esportes também é bom. O preferido do nosso deputado é processar uma pessoa por discordar dele. Tirava de letra o combate com oponentes, acusando todos de ser "homofóbicos" quando divergiam de sua figura. Afinal, quem tem cu tem escudo.

Eu sei que você está pensando, "mas que história linda, digna de filme".

Afinal, uma história maravilhosa dessas, cheia de conquistas pessoais e mensagens bonitas não deveria estar limitada à realidade cotidiana e à virtualidade wikipediana. É preciso sublimá-la num filme, tipo aqueles que contam a vida de grandes homens da história, como Lincoln e Forrest Gump.

Uma produtora chamada Lente Viva, é claro, não poderia perder a chance de filmar uma história tão cinematográfica. Só faltava o dinheiro para custear a produção. Para isso, contataram um mecenas sempre generoso, chamado Rouanet, que não perde uma oportunidade de financiar um filme que tenha uma história digna, bonita, e esquerdista.

Assim sendo, nosso herói será retratado pela Lente Viva, a qual terá a disposição R$ 84.648 para filmar a vida do excelentíssimo deputado. Dinheiro que será pego do pagador de imposto, que genericamente, trata-se de um brasileiro, classe média baixa, cristão e moralista.

O tipo de gente que Jean Wyllys declarou como os inimigo número 1 da sua atividade parlamentar.

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