Black blocs, Miley Cyrus e por que o jovem tem que acabar

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Não é raro um ex-artista mirim crescer e se tornar um completo imbecil. É mais comum quando ele já era um tanto imbecil, bastando apenas o crescimento para impulsioná-lo à completa imbecilidade. Isso acontece a todo momento. É o caso da Miley Cyrus, que afirmam ser cantora, mesmo eu ainda achando que para desempenhar tal trabalho deve-se, antes de tudo, saber cantar.

Ao que tudo indica ela já era meio retardada quando deu as caras para o público infantil. "Meio" porque era pequena, não porque tivesse uma parte não-retardada. O ponto em questão é o mico que a jovem "cantora" passou no Video Music Awards 2013. Querendo mostrar que agora é adulta como as mais famosas cantoras pop americanas, e igualmente obscena como elas, essa moça mostrou para o mundo que se depender dela, as funkeiras brasileiras não irão monopolizar a baixeza e a vulgaridade.



Numa apresentação que dispensa qualquer descrição (veja o video), Miley Cyrus se esfrega em um rapaz, uma especie de Beetlejuice da música pop. Ela rebola seu corpo esguio, fazendo posições que supostamente deveriam ser sensuais, e sempre com a língua para fora, parecendo uma cabrita mascando pasto. Nas palavras de uma matéria do G1, a "ex-estrela teen americana fez uma coreografia bastante comentada, mostrando a língua, e fez o 'twerk', tipo de dança sensual da música pop, no qual o artista se abaixa e rebola." 




Eu não conhecia o "twerk", mas se a definição é "dança no qual o artista se abaixa e rebola", posso dizer que as maiores especialistas dessa modalidade estão no Brasil, se não foram elas mesmas que a inventaram. Ninguém "twerka" como as cantoras e dançarinas daqui. O video é inescrupuloso, para ser bonzinho com a moça. E não falo como um moralista, a apresentação foi patética até para um fã de uma cantora que faz de tudo para aparecer, como a Lady Gaga.




Mais tarde, depois que aconteceu a polêmica que Miley Cyrus tanto queria, a cantora se explicou dessa forma:




"Eu e Robin ficamos falando o tempo todo: 'Você sabe que vamos fazer história hoje'", disse a cantora, em entrevista para o site da MTV americana. "Vocês estão pensando mais sobre isso do que eu pensei quando estava fazendo. Eu pensei em nada, porque estava só sendo eu mesma".



Que ela não pensa é visível. Para ela as pessoas poderiam seguir seu exemplo e não pensar em nada. Quem sabe assim todo mundo começa a se vestir, cantar, e se comportar como ela. O engraçado é a afirmação: "eu estava sendo eu mesma". Eu imagino a moça em casa, tomando seu café da manhã com a língua para fora e esfregando a bunda no seu mordomo.



Prossegue a matéria do G1:
Miley disse que não pensa nos comentários negativos. "Quantas vezes já vimos isso acontecer na música pop? Madonna fez isso. Britney fez. Em toda apresentação de VMA, existe uma busca que você faz; você está querendo fazer história", explicou.

Não tenha dúvidas que os pais dela nunca disseram o velho e sábio conselho em forma de pergunta: "se todos se jogarem da ponte, você também se jogará?". Em todas as épocas a juventude passa por esse problema. Não o de rebolar imitando uma cabra, mas o de fazer algo extremo, porque "todo mundo o faz". Essa "ação extrema" pode ser então, um "twerk" animalesco, ou um quebra-quebra em avenidas públicas. Como faz o Black Bloc.

Contra a geração que quebra tudo


Como a ex-cantora da Disney, os jovens do Black Bloc querem arrasar geral, quebrar tudo, polemizar, e se aparecer. Mas as ações do grupo são um tanto mais primitivas que o rebolado de Miley. Eles ainda estão na fase "capitalismo mau" do início do século 19. Mesmo que o Brasil ainda não tenha descoberto o capitalismo, e esteja com uma economia mais do século 19, eles juram que é dele a culpa de "tudo que está aí". Para eles, a forma de combater isso é depredando tudo o que veem pela frente. Quanto mais vandalismo melhor. Eles encaram o vandalismo como uma forma de "botar o país nos eixos". Foi assim que todos os povos que vivem em países nos eixos fizeram.

Afirmam ainda que "não são vândalos". Afinal, quebrar o patrimônio público e passar por cima da elementar lei de ir e vir, é um ato heroico. Empenhados com a causa estão também os anônimos do Anonymous. Como percebe-se, coragem não é o forte dessa gente. Ou cobrem o rosto com uma camiseta, ou com uma máscara ridícula. Não se fazem mais anticapitalistas como antigamente. Sugiro que aprendam com a Miley Cyrus, e tenham coragem de fazer história mostrando a cara na hora de imitarem animais.

Os anonymous ainda se irritaram com a prisão de 3 jovens que administravam a página Black Bloc RJ. Em protesto, invadiram o site do STJ. Como inteligência não é o forte dos rapazes, não tiveram o trabalho de pesquisar qual tribunal que está encarregado do caso dos 3 meliantes. Não é o STJ. O problema é o mesmo que faz eles saírem às ruas pedindo a cabeça do capitalismo: ignorância e preguiça. Ler requer esforço. Ocupa o tempo que pode ser gasto participando bovinamente de uma quebradeira em massa.

Agora a polícia quer proibir o ato de tapar a cara. Os jovens progressistas estão indignados, pois a polícia não deve interferir no direito de ir para rua e destruir o patrimônio público. O velho progressista Caetano Veloso, considera a proibição uma "violência simbólica", e até postou uma imagem com uma camiseta preta no rosto. Para mim, violência simbólica é uma foto com o Caetano parecendo presidiário em dia de rebelião. Como ele gosta de aparecer, poderia optar por outras formas de ridículo, aprendendo também com a Miley.

Toda vez que vejo esse povinho que acha que a maneira boa e correta de mudar as coisas é saindo para rua, eu tenho vontade de ligar a TV e ficar assistindo programas em que vão gente como a Miley Cyrus. Muito mais construtivo. A manada que compõe o Black Bloc tem menos valor no progresso da sociedade do que as insignificantes canções apresentadas no VMA. Se o objetivo é agir como um animal, Miley sabe fazer com maestria. Ela sim sabe causar, ser ridícula e entrar para história como um grande idiota. Já o Black Bloc está fadado ao esquecimento, repousará ali entre o mais sórdido e mesquinho da nossa história. O Black Bloc não vale um twerk de uma cabra.

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